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Terça-feira, 10 de Março de 2009

E mais outro

Realmente é preciso a Comunicação Social falar sobre um assunto para este se tornar minimamente importante para ser comentado. Não sei se isto é bom ou mão, tenho as minhas dúvidas.

 

A verdade é que a situação arrasta-se há anos, havendo vários descatos, normalmente ao fim de semana, quando se lembram de assar bifanas e vender na rua, ou quando está sol vêm as famílias inteiras para a rua, catrefadas de miúdos piolhosos cheios de ouro ao pescoço, ou elas que vestem os melhores trapinhos só para se sentarem em cima de uma tábua com os joelhos com collants e sapatinho alto, encostados ao chão.

 

Sentem aqui ironia? não, desprezo e revolta. Por tudo o que conheço, ainda não conheci UM que me fizesse mudar de opinião. São muito anos disto...

 

Mas como dizia, então quando metem tiros e bairro social é um ver se te avias! É a pequena criminalidade a aumentar... e depois, não neste caso, mas noutro, eles aparecem na televisão de arma em punho, veêm-se tão bem as caras deles, ou quem os conhece sabe quem são e o que lhes acontece? fogem, e as autoridades nunca mais lhe pôem a vista em cima!

 

Não foi isso que aconteceu? Mas então sou eu que ando cegueta!

Escrito por Caminho às 11:55
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2 comentários:
De Zé da Burra o Alentejano a 10 de Março de 2009 às 15:46
A criminalidade precisa de um combate implacável

Há 50 anos a pobreza em Portugal não era menor que a de hoje e a criminalidade violenta era praticamente inexistente. Se mais pobreza implicasse mais criminalidade, então não teria sido assim. As estatísticas nem reflectem a nossa realidade porque muitas vítimas já nem se queixam porque sabem que os criminosos são rapidamente postos em liberdade, mesmo quando são capturados e depois ficam sujeitos a represálias. Pela mesma razão, vítimas e testemunhas escondem a face quando são entrevistadas pela televisão.

Os partidos de esquerda desculpam sistematicamente a criminalidade com o a pobreza e o desemprego. Parece terem receio de uma atitude mais enérgica na luta contra o crime. Será que ficaram traumatizados desde os tempos do fascismo? Esta postura está a desorientar o seu próprio eleitorado natural: os mais pobres que são também os mais desprotegidos face à criminalidade. Assim, os partidos de esquerda têm muita responsabilidade relativamente ao crescimento da extrema direita que tem um discurso bem mais sensato sobre o combate crime. Barack Obama que prometeu ser implacável no combate ao crime e defender ao mesmo tempo os mais desfavorecidos. Não me parece que isso seja incompatível.

Para não se dar muita importância aos crimes praticados por jovens é hoje costume apelidarem-se de "crianças" todos os jovens desde dos zero aos dezoito anos. A palavra "criança" já não tem o significado de há 20 anos e agora significa apenas "de menor idade". É claro que não poderemos comparar a capacidade de distinguir o bem do mal de um menor com 2 anos com a de um outro com 15 mas ficámos sem vocábulo que distinga estes menores a não ser que chamemos de bebé ao que tem 2 anos, o que também não concordo. Isto parece pouco importante mas não é porque as crianças serão sempre inimputáveis e assim facilmente se aceita a despenalização criminal de todos todos os menores porque são perpetrados por "crianças".

Já há algum tempo um Mayor de Nova Iorque decidiu que não se deveria menosprezar a pequena criminalidade nem os pequenos delitos, porque a sensação de impunidade se instala nos jovens delinquentes, estes vão facilmente progredindo para infracções cada vez mais graves até que a situação se torna incontrolável. Implementou então a célebre "Tolerância Zero" que, como se sabe, deu óptimos resultados, reduzindo num só ano a criminalidade em Nova Iorque em cerca de metade.

A actual política portuguesa de manter na rua os criminosos, mesmo depois de várias reincidências, faz (como dizia o Mayor ) crescer a sensação de impunidade: o criminoso continua com as suas actividades criminais, vai subindo o nível dos seus delitos e serve de exemplo para que outros delinquentes mais jovens sigam o mesmo caminho.

Esta política errada está a atrair ao nosso país a criminalidade europeia (e não só), que se apercebe dos nossos cada vez mais "brandos costumes", daí a não ser estranho que quase metade dos condenados sejam estrangeiros.

Dificultar a obtenção de uma licença de porte de arma não tem qualquer efeito sobre os criminosos violentos. Quem acredita que eles tiram uma licença de porte de arma e a compram num armeiro legal? Não! Compram-na nos mercados do submundo do crime e muitas delas são até superiores às das polícias. O tempo em que os delinquentes faziam sobretudo uso de armas furtadas já lá vai, por isso dificultar a obtenção de uma arma legal serve para o criminoso se sentir mais seguro e impede a autodefesa da vítima, que pode sentir arrombarem-lhe a porta e nada poder fazer porque não tem com que se defenda. Há um ditado americano que diz: "mais vale ter uma arma e nunca precisar dela do precisar de uma e não a ter".

Zé da Burra o Alentejano
De Caminho a 10 de Março de 2009 às 17:06
Eu por acaso tb gosto quando dizem que a criminalidade está a diminuir e fazem esses relatórios com base nas queixas participadas às autoridades. Quase todos os dias me deparo com situações que exigem essas participações mas as pessoas já nem vão nisso, e porquê? pq já não acreditam que se faça aguma coisa!! Pq não basta serem apresentados ao juíz, e aplicarem-lhe um TIR... pq dias depois já andam aí fora, a fazer o mesmo de sempre.
Mas uma coisa que me revolta é darem TUDO a quem nunca deu NADA para o país. E não me venham cá com tretas que somos todos humanos, que eu só digo que para se ter direitos tem que se ter obrigações!

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